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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

eu sei que é pra sempre!

Um dia qualquer comecei a gostar de Titãs, não lembro quando nem porque. Um dia esses mesmos Titãs me deram amigos incríveis. E um outro dia a vida me tirou fisicamente uma dessas amigas.
Ainda não acredito e apenas aceitei porque a revolta só faria mal pra ela.

Já nos confundiram como irmãs, inclusive em seu velório, e hoje percebo que as semelhanças físicas eram mínimas, talvez os olhos puxados sejam a maior semelhança física... mas tínhamos os mesmos gostos; as mesmas manias; os mesmos surtos; dramatizávamos, ríamos e nos irritávamos pelas mesmas coisas. A mesma paixão musical e por animais. Ela, uma leonina teimosa, e eu, uma ariana tão teimosa quanto.

Sábado, no caminho para Sorocaba e Pilar do Sul, enquanto ouvia, aos prantos, Marcelo Jeneci, fiquei imaginando o quanto seria bom se tudo aquilo fosse mentira e eu simplesmente estivesse indo mais uma vez para Sorocaba para alguma de nossas aventuras musicais pelo interior de SP. Não dava para imaginar chegar em Sorocaba sem encontrá-la na rodoviária super animada e fazendo mil planos.
E foram tantas aventuras... algumas pelo interior, outras na capital, sempre uma mais divertida que a outra, Fabi sempre fazendo coisas inimagináveis, mas extremamente divertidas.

É estranho falar da Fabi no passado, é estranho não vê-la on line, é estranho não receber um torpedo dizendo que tô atrasada quando não ficava on line às 8h... é estranho não ter a Fabi.

Nada do que eu disser, será suficiente para expressar o quanto ela foi, é e sempre será importante pra mim, talvez por isso, eu nunca vá cansar de repetir sobre essa importância.

A morte de alguém tão próximo nos faz pensar sobre muitas coisas, algumas vezes causa arrependimento por palavras não ditas e atitudes que ficaram só no pensamento. Mas não é o caso, sempre disse o quanto ela era importante e só não fui mais próxima porque a distância física me impediu. É muito fácil após a morte dizer o quanto amava a pessoa, difícil é provar. Tenho visto vários exemplos disto, mas não vou citar porque esse post é dela, só dela.

Os pais perderam uma filha, Bruna perdeu a irmã, Zé Luiz perdeu a namorada e companheira, o pessoal da Cães & Gatos perdeu uma colega de trabalho e amiga, o jornalismo perdeu um talento, os animais perderam uma protetora, eu e tantos outros perdemos uma amiga, mas sobretudo, o mundo perdeu boa parte de seu brilho.


PS: O último post de seu blog é sobre o meu aniversário... isso me deixa completamente sem palavras.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

e estamos conversados! [2]

Um resumo do signo de Áries segundo um site qualquer:
"Obstinado, corajoso e ambicioso, o ariano é rápido, dinâmico e entusiasmado. Líder natural e nunca do tipo que segue simplesmente. Gosta de seguir seu caminho no seu próprio ritmo, mas por vezes pode se tornar presunçosa e visto pelos outros como arrogante embora o que realmente quer é seguir a vida no seu próprio tempo e estilo. Direto e competitivo. É cheio de entusiasmo porque gosta de estar vivo e precisa sempre ter um desafio para se sentir vivo, está sempre à procura de novas aventuras e novas metas a alcançar. Impaciente: o ariano odeia esperar! Tem o temperamento forte e possui certa inquietação mental. Seus padrões de raciocínio são apaixonados, rápidos e instintivos, com compreensão rápida. Sua mente é ágil, dinâmica e impaciente com relação a detalhes e atrasos pertinentes. Capaz de improvisar muito bem. O ariano nunca pensar antes de falar. Impetuoso e impulsivo. O lado pouco construtivo pode levar a usar a mente e a palavra de forma um tanto cruel, bem como levar à impaciência com a demora de raciocínio dos demais. É preciso desenvolver paciência para que os objetivos de vida sejam mais facilmente atingidos."

Essa sou eu! E com um orgulho enorme disto (ah, ariana!). Não há astrólogo, astromono, bombeiro, engenheiro ou médico que me convença do contrário

Nada contra peixes, mas convenhamos, "sonhador, compassivo, tolerante, amável, amoroso e sensível. Dificuldade em tomar decisões devendo aprender a superar sua vontade de fugir de tudo que seja difícil ou possa magoar alguém. Tranquilidade e temperamento maleável. A pessoa de Peixes deve canalizar seus potenciais para atividades que lhe forneçam chances de contato humano e/ou desenvolvam sua imaginação. Romântico incurável, o pisciano está sempre amando." é exatamente o contrário do que sou! Não tem o que discutir! Nada pessoal, mas não dá né? Chega a ser ofensivo aos verdadeiros piscianos, uma "pisciana" tão inquieta, impulsiva, impaciente, ansiosa, teimosa e entusiasmada.

É tão absurdo quanto transformar um tão orgulhoso, teimoso, egocêntrico e falante leonino em canceriano. Mas, heim?
Aliás, todas essas mudanças são absurdas. E olha que nem sou tão ligada em astrologia, sei meu ascendente (Touro) e só. Não me pergunte mais. Só entendo de áries.

E como diz um traumatizado amigo leonino (com pai, mãe, irmão, esposa, filho e dois cunhados arianos): os arianos vão dominar o mundo!

Caso encerrado.


PS: Eu sei, eu sei... as mudanças são válidas apenas para os nascidos após 2009. Mas como boa ariana que sou, não poderia deixar de dramatizar.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Pronto, falei!

- Seus seguidores do twitter não querem saber se você sonhou com monstros gosmentos que dançavam ballet, se gosta de picolé de limão, se tinha medo de palhaço quando criança ou se ganhou uma rifa. E principalmente, não é porque você segue alguém que esse alguém é seu amigo de infância, principalmente se esse mesmo alguém tiver muitos seguidores. Vejo respostas idiotas a comentários de cantores/músicos/atores/demaisfamosos, do tipo "ah eu também odeio quando meu vôo atrasa". Porra, me apresente alguém que realmente goste disso e eu danço lambada na Av. Paulista. Tão pouco interessa se você tem dificuldades em se adaptar ao iPhone, Mac ou qualquer outra coisa (fique claro: comentar é uma coisa, mas repetir o dia inteiro é outra).

- Se não gosta de animais, não os tenha. Simples assim. E principalmente, mantenha distância de mim. Não confio em quem não gosta de animais. E ponto final.

- Em um mundo perfeito, Lula e Dilma teriam uma síncope na hora da posse e José Alencar passaria a faixa para Michel Temer. Não gosto de nenhum dos quatro, mas ao menos seria divertido ver o país nas mãos do Temer. Ele faz jus ao nome, garanto.

- Ainda vou me eleger para algum cargo público que me dê o direito de eliminar todos os usuários de crack (vulgo: nóias) de SP, sobretudo da região da Luz. Não tem utilidade nenhuma, exceto sujar as ruas, assaltar e contaminar o ar.

- Não tenho espírito natalino. Mas sou apaixonada por Papais Noeis. De qualquer tamanho, forma e cor. Não sei o motivo, só sei que gosto, oras. Também não sei a fórmula da Pepsi (não tomo Coca-Cola) e nem por isso me desespero. De todas as coisas que Princesa destruiu (isso inclui dois sofás), a única que realmente lamentei foi um Papai Noel com a blusa aberta (a barriga pra fora) que dançava uma música gay qualquer que não lembro qual era. Nunca mais achei esse modelo em loja alguma. E o pior, Princesa quebrou sem querer, apesar de não simpatizar com o velhinho assanhado, ela apenas foi passar correndo e o derrubou.

- Se não falou comigo o ano inteiro ou não foi capaz de perguntar se está tudo bem estando preparado para ouvir algo diferente de "tudo, e você?", não venha me desejar Feliz Natal. Considero o Natal uma data como outra qualquer, seria o mesmo que desejar um bom domingo. Então, não venha me desejar um bom domingo se realmente não deseja que eu tenha um bom Natal. E não, eu não desejo Feliz Natal só para ser educada. Simplesmente não desejo. Exceto, é claro, se eu realmente desejo que você tenha um bom domingo. E antes que diga, eu sei que o Natal caiu na sexta... ou sábado... ou algo assim...

- Meu espírito de Natal se foi quando flagrei meu primo com algodão na sobrancelha e os sapatos iguais ao do Papai Noel.

- Feliz ano novo sim eu faço questão de desejar aos que realmente desejo um feliz ano novo. Porque aí é para um ano inteiro, e não somente para o sábado (ou domingo). Então, que me desculpem aqueles que não receberam uma ligação, um e-mail ou mesmo um torpedo de Feliz Natal de minha parte, não significa necessariamente que eu não queira que você tenha um bom final de semana, mas sim que um dia flagrei, aos 6 anos, meu primo com algodão na sobrancelha esquerda. Tenha certeza, será diferente essa semana. E se não for, não é mais culpa do algodão... se é que me entende...

- Retrospectiva de final de ano eu deixo para a Globo criar e a Record copiar.

E não, eu não estou de mau humor. Muito pelo contrário, aliás.. Mas 2010 já deu né...

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Diário de uma desocupada

Eu sabia que mais cedo ou mais tarde, tanto tempo em casa sem fazer nada ia acabar me fazendo mal.
Em pleno domingo à noite, me vi entrando no site do Fantástico para votar no tal concurso Garota Fantástico (ou é Menina Fantástico? Enfim...). Soube da existência do tal concurso, não gostei de uma participante e fui votar contra a moçoila. Se interessar, ela foi eliminada.
Para completar, acabo de saber que Ricky Martin tem sua própria autobiografia. Até aí tudo bem... o problema é que fiquei com vontade de ler e quase comprei.

Falando no meu pé quebrado, minha mãe hoje:
- Quando mesmo você vai voltar ao trabalho e à faculdade?
- O médico tinha dito uns dois meses.
- E quando tempo já deu?
- Ainda não completou o primeiro.
- Vou ali me matar e já volto.
Tão bom receber amor materno...


O lado bom é que estou vendo dvd's de shows que fui comprando em meus atos consumistas e alguns, pasmem, nunca havia assistido.
Minha meta é assistir todos os que ainda não havia assistido para só então comprar mais. Sei não... não boto fé. Uma vez consumista, sempre consumista.
 E falando no meu consumismo, acabo de comprar o presente do meu(a) amigo(a) secreto(a)  titãnico(a). Onde entra o consumismo? Aproveitei a compra e comprei também um livro pra mim, me segurei para que não fosse a autobiografia do Ricky Martin, e optei por "Não há silêncio que dure para sempre", da Ingrid Betancourt. Bem melhor assim. Só não sei por quanto tempo.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Sessenta dias...


Fevereiro de 1994:
- Samantha, para de pular de um sofá para o outro.
- Mas é legal, mãe!
- Para! Você vai se machucar!
- Iuhuuuuu que maneiro!
- Samantha, estou dizendo, se você cair eu não vou socorrer! (pq toda mãe diz isso?)
- Mas mãe, é.... AAAAAIIIIIIIIIIIIIIII
Obviamente eu cai. Mais necessariamente no sofá, porém sobre um braço com o pulso virado e consequentemente um osso deslocado.

Foram vários e vários dias (acho que uns dois meses) com o braço engessado. Isso incluiu casamento na família, com registros em foto e video da consequência da minha brincadeira divertida (é, na época não haviam cameras digitais). Convenci minha mãe a me levar no médico no dia da minha festa de 6 anos para tirar o gesso (algo que só deveria acontecer uns dias depois).
Antes tivesse continuado com ele... passei a festa com o pulso torto por costume do gesso e todas as fotos provam isso.

E então 16 anos depois resolvo quebrar outra parte do corpo. Dessa vez não foi pulando de um sofá para o outro (respeito minha idade), mas sim ao virar o pé chegando na faculdade. Resultado: um osso do pé fraturado. Consequência: cerca de 60 dias (inicialmente) de molho em casa com o pé engessado.

Como tudo tem um lado bom, estou colocando meus seriados em dia. Já terminei a 5ª temporada de House e espero que alguém tenha a bondade de me presentear com a 6ª ou então a Universal ter a delicadeza de reprisá-la. Estou na metade da 5ª temporada de Grey's Anatomy e digo o mesmo. Já Two And A Half Men, eu terminei a 5ª temporada e espero uma bondade de meus amigos ou da Warner em reprisar.
Logo após vou assistir minhas 8 temporadas de Feiticeira.
Já na leitura, o atraso é ainda maior. Tenho uns 20 livros (ou mais) que ainda não li... estão acumulando o ano inteiro. Aliás, esse ano só li cinco livros e isso é uma vergonha absurda! Vou tirar o atraso e manter a minha média. Comecei por "no buraco", do Tony Bellotto. Até agora estou achando ele bem "Bellini" mas sem o Bellini.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Uma questão de preferência

Não é que eu não goste das pessoas, apenas prefiro os animais.
Nem de longe tenho a intenção de convencer alguém a pensar da mesma maneira, mas se quiser simplesmente entender o motivo dessa minha opinião, basta acessar qualquer site de notícias. Você jamais verá alguma notícia de um animal que matou outro por dinheiro ou por ciúme, já no caso dos humanos, encontrará motivos bem mais banais que esses.
Semana passada um motorista de micro-ônibus matou um rapaz aqui em SP porque o carro quebrou no meio da rua e isso impedia o micro-ônibus de passar. Posso citar também o rapaz que foi morto no RJ meses atrás por uma discussão no ônibus se a janela deveria ficar aberta ou fechada. Há ainda a mulher que enterrou 8 filhos recém nascidos no próprio quintal porque não queria mais filhos... é, seria bem pior prevení-los. Isso para não citar casos famosos como de Suzanne Richthofen, por exemplo. E posso ainda chegar ao extremo de lembrar as centenas de milhares de casos de estupro, e pior ainda, em crianças. Pais, tios, padrastos e avôs estuprando e engravidando meninas de 8, 9 anos de idade (ou menos).
A violência chegou a um extremo que as notícias, por mais absurdas que sejam, já não chocam. E já não choca o fato das notícias chocantes não chocarem.

É verdade, não posso generalizar e dizer que ninguém presta, mas a grande maioria absoluta possui um preço. O animal não, nenhum deles.
Quem não convive com um animal pode dizer "ah mas animais são irracionais", mas posso garantir, o ser humano é que é. Ou vai me dizer que uma pessoa que passa pela rua, vê uma gata e resolve jogá-la no lixo é racional? Ditos seres humanos que olham para uma cachorra grávida e resolvem amarrá-la com uma corda no carro e arrastá-la pelo asfalto até a morte são racionais? E um ser humano que pega cães na rua, os deixa morrer de fome (literalmente) e chama isso de arte?
O sentido do termo "ser humano" mudou faz tempo. Ser humano não significa mais o que aprendemos. Hoje, ser humano é o mesmo que "pessoa" ou "gente" e não mais o que consta nos dicionários (bondoso, benfazejo, compassivo).

Ninguém precisa dar um cãozinho para o filho se não cuidará deste cão até sua morte, sobretudo na doença. É fácil ter um filhotinho bonitinho e brincalhão, mas ele vai envelhecer, assim como todos os seres vivos. Um animal doente precisa de tratamento e não de eutanásia ou abandono. Pessoas abandonam animais doentes nas ruas da mesma forma que eu abandonaria essas pessoas quando envelhecerem.
Não ter paciência ou "jeito" é uma coisa, odiá-los é outra. Eu prefiro manter uma distância saudável de crianças histéricas e/ou desobedientes por exemplo, mas nem por isso espancaria uma (até porque a culpa por elas serem assim é totalmente dos pais).
O mundo precisa entender uma única coisa: da mesma forma que ninguém é obrigado a gostar de pessoas de outras raças, religiões, preferências sexuais ou nacionalidades, também ninguém é obrigado a gostar dos animais, mas tem obrigação de respeitá-los.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

essa não é mais uma carta de amor!

"essa não é mais uma carta de amor
são pensamentos soltos traduzidos em palavras
pra que você possa entender o que eu também não entendo
amar não é ter que ter sempre certeza
é aceitar que ninguém é pefeito pra ninguém
é poder ser você mesmo e não precisar fingir
é tentar esquecer e não conseguir fugir
já pensei em te largar, já olhei tantas vezes pro lado
mas quando eu penso em alguém, é por você que fecho os olhos
sei que nunca fui perfeito
mas com você eu posso ser até eu mesmo que você vai entender
posso brincar de descobrir desenho em nuvens
posso contar meus pesadelos e até minhas coisas fúteis
posso tirar tua roupa, posso fazer o que eu quiser
posso perder o juízo, mas com você eu tô tranquilo
agora o que vamos fazer eu também não sei
afinal, será que amar é mesmo tudo?
se isso não é amor, o que mais pode ser?
estou aprendendo também."


PS: Em geral Cazuza ou Leoni falam por mim, mas nas horas vagas outros também conseguem. Desta vez foi o Jota Quest com "o que eu também não entendo".

sábado, 24 de julho de 2010

Compro sim, estou vivendo. Tem gente que não compra e está morrendo!

Assim como eu, alguém aí faz faculdade de Administração de Empresas(ou Contabilidade ou Economia ou qualquer coisa semelhante), é consumista e assistiu ao Globo Repórter de ontem?
Meus cartões de crédito entraram em depressão profunda após o programa e estão se sentindo as piores criaturas. Já expliquei que a mamãe aqui não vai abandoná-los e que nosso amor é eterno, mas estão tristinhos, coitados.
Adoraria ser uma pessoa controlada que faz listas do que precisa por ordem de necessidade e que anota tudo o que gasta... mas não sou. Também gostaria de ter o corpo da Juliana Paes e a saldo bancário do Bill Gates e aqui estou.
Se você não é consumista e faz listas de gastos e despesas, saiba que eu o invejo. Muito. Mas muito mesmo. Já tentei ser assim e não consegui. É verdade, ultimanente estou menos consumista, mas bem longe do ideal (eu disse ideal e não pão-dura, ok?).
Não resisto à promoções e brindes. Descontos então... ai ai!
Agora se você sofre do mesmo mal que eu, fica uma dica: estabeleça metas do que realmente quer. E que fique claro, eu não disse que isso funciona sempre, ok?

terça-feira, 20 de abril de 2010

...e quando acaba a gente pensa que ele nunca existiu!

"mas se é pra te ver chorar, nem pensar
melhor deixar pra lá...
melhor sentir saudades e deixar
o tempo consertar o que der pra consertar
do que ainda resta de nós
o que há de ser, será... qualquer dia"
[nessa espera - Leoni]

"às vezes o amor escorre como areia entre os dedos
não tem explicação para tantos erros
é melhor partir antes do último grão cair"
[último grão - Isabella Taviani]

"que tipo de poder te satisfaz?
por que você quer que sejamos tão iguais?
te incomoda que eu fale assim,
o que mais você quer mudar em mim?
você me quer incondicionalmente
ou me quer mais um pouco diferente?"
[incondicionalmente - Capital Inicial]

"posso brincar de descobrir desenho em nuvens
posso contar meus pesadelos e até minhas coisas fúteis
posso tirar tua roupa, posso fazer o que eu quiser, posso perder o juízo
mas com você eu tô tranqüilo
agora o que vamos fazer, eu também não sei
afinal, será que amar é mesmo tudo?"
[o que eu também não sei - Jota Quest]

"nós dois temos os mesmos defeitos
sabemos tudo a nosso respeito
somos suspeitos de um crime perfeito
mas crimes perfeitos não deixam suspeitos"
[pra ser sincero - Engenheiros do Hawaii]

"sorrir vem colorir solar, vem esquentar e permitir
quem acolher o que ele tem e traz
quem entender o que ele diz
no giz do gesto o jeito pronto do piscar dos cílios
que o convite do silêncio exibe em cada olhar"
[pra você guardei o amor - Nando Reis]

"eu não sei se o nosso caso vai durar ou não
se o que eu sinto por você é doença ou paixão"

[heavy love - Cazuza]

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Da série "coisas que só acontecem comigo"

19h - Decido ir mais cedo para a faculdade. Não é responsabilidade em excesso, é puro medo de chegar em cima da hora e dar uma preguiça danada.
(nota de rodapé: aula começa 19h45 e levo menos de 10 minutos até a faculdade)

19h30 - Saio para a faculdade.

19h35 - Em mais da metade do caminho, começo a sentir minha rasteirinha, ultra mega chique da José Paulino, meio frouxa no pé esquerdo e... plof!, ela arrebentou! Voltar ou continuar? Eis a questão! Decidi continuar, mas desviando no caminho para comprar algo decente para os pés!
Desviei por uma rua menos movimentada para passar menos vergonha. Classe acima de tudo, bem!

19h45 - Encontro a loja de sapatos mais próxima. Quase fechando. Vendedores nada afim de atender alguém. Quase mandei um ir tomar naquele lugar onde não bate sol. Escolhi sozinha. Fui para o caixa.

19h50 - No caixa, a atendente "preciso que você passe com um vendedor, se não eu não consigo registrar". Eu, no auge de meu bom humor "nenhum vendedor teve boa vontade de me atender, escolhi sozinha e ainda tenho que ir correr atrás de algum vendedor para conseguir pagar?". E ela "mas eu não consigo passar sem que ele tenha registrado". E eu, ainda no auge de meu bom humor "se você não consegue passar, o problema é seu, então você que vá atrás de algum dos seus vendedores. Só estou comprando mesmo pq é um caso extremo, em outra ocasião, já teria saído daqui". Ela chamou um vendedor no microfone. A gerente já do lado observando.

19h52 - O vendedor chega, registra e eu finalmente consigo pagar. R$15,99.

19h56 - Na rua, chego a conclusão que a substituta da falecida rasteirinha não foi uma boa escolha.

20h05 - Chego na faculdade. Passo pela catraca. O segurança me olha como quem diz "sempre atrasada... não toma jeito mesmo". Na saída, me lembre de dar um cascudo na careca dele!

20h06 - Em direção à escada (minha sala é no primeiro andar). Vejo vindo na direção da saída, amigos da minha sala. Como assim? O professor faltou? Professora substituta? Dando trabalhinho que não vale nota? Ah, para casa! Avante!

20h18 - Em casa. Minha mãe curiosa sobre os acontecimentos.

20h22 - Termino de contar tudo e ela "nossa! mas deixa eu ver o sapato! é bonitinho?". Ok, ainda estou de bom humor.

20h27 - Relatando os acontecimentos aqui. E nem sei porque. Só precisava contar meu drama. Só de raiva, vou lavar roupa!


PS: Ninguém perguntou, mas já tenho 22 anos. Não que isso vá mudar algo, exceto o tipo de creme recomendado para a minha pele, mas já que o blog é meu, acho importante comentar o meu aniversário.
Enquanto isso, a minha voz interna diz: Ah arianos... sempre tão possessivos!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Preso tem que sofrer sim! E ainda será pouco!

Vendo o tema do Reporter Record de hoje, só fiquei mais revoltada com o país.
Passaram 60 dias investigando a vida que os presos levam nas cadeias brasileiras. Eu tenho uma opnião mais do que formada sobre o assunto: preso tem que sofrer!
Pode discordar, argumentar, o que for... não me convencerá.
Os direitos humanos se preocupam com os coitadinhos que estão presos, mas NINGUÉM dá a mínima assistência para a família das vítimas. O assassino do João Hélio ia para a Suiça porque estava sendo ameaçado... coitado ?! E a mãe do João Hélio, alguém sabe o que ela tem passado desde que viu seu filho ser arrastado pelo asfalto sem poder ajudá-lo? Alguém se preocupa com o pesadelo que ela tem vivido desde então?
Ah, mas os presos que queimam colchão precisam de novos colchões para dormir... afinal, estão cansadinhos.

Estou assistindo ao tal Repórter Record, os presos reclamam que quando chove, a cela fica molhada. E quando eles param a cidade queimando ônibus e apavorando a população?
Agora dizem que estão esperando os benefícios. Isso quem tem direito não é o trabalhador? Qual a parte que eu perdi e os assassinos começaram a ter mais direitos que os trabalhadores?
Um outro reclama que não vê o sol há mais de 8 meses. E a mãe do João Hélio que NUNCA mais poderá ver o filho? E tantas outras mães que NUNCA mais verão seus filhos? Filhos que NUNCA mais verão seus pais. Todos mortos por esses presos que a reportagem insiste em defender.
Mães de presos que me desculpem, mas vocês ao menos tem apoio dos direitos humanos. As mães das vítimas de seus filhinhos, nem isso possuem. "A mãe não tem o direito de velar o filho" diz a mãe de um preso morto. E a mãe de uma criança brutalmente assassinada que não tem o direito de ver o filho crescer? E a mãe de um trabalhador que perde o filho por um celular ou um outro bem material qualquer?
E fim também das visitas intimas. Matou? Fica sem sexo!

estupradores sozinhos em celas porque afinal, se ficarem na cela com os demais presos, são ameaçados. Pois que sejam! Que passem pelo o que fizeram tantas mulheres passar. Qual o medo? Não eram valentes enquanto livres? Pois que sejam enquanto presos!

As cadeias deveriam oferecer meios de que os presos trabalhassem e se sustentassem. Não cabe ao povo sustentar esse bando de inútil, que ainda por cima, sai de lá para assaltar e matar esse mesmo povo.
Nos Estados Unidos há horta, marcenaria, vidraçaria e etc para que os presos trabalhem, saiam de lá com uma profissão e o principal, não ofereçam gastos para o Estado. Onde já se viu um país sustentar seus assassinos?

Não sei porque tanto repúdio com a matança do Carandiru. Não acho que seja a solução ideal, isso é fato, mas por outro lado não vejo tanta manifestação quando um trabalhador é assaltado, sequestrado ou morto. Mulheres são estupradas todos os dias e não há nenhum tipo de manifestação. Crianças são sequestradas ou até mesmo arrastadas e o que acontece? Os tais direitos humanos resolvem mandar o assassino para a Suiça.

Concordo que falta estrutura e principalmente, vontade de fazer tudo melhorar, mas não é impossível.
Inadmissível é ver um programa defendendo, se preocupando com o bem-estar deles, quando poderia estar mostrando o sofrimento de tantas famílias que tiveram seus entes brutalmente assassinados por esses coitadinhos que estão passando necessidades dentro das cadeias.

domingo, 7 de junho de 2009

Wig, a nova estrelinha no céu!

Faz poucas horas que minha véinha se foi e a saudade já é imensa...

"só enquanto eu respirar vou me lembrar de você" (O Teatro Mágico)
Vou SEMPRE lembrar de você! Passe o tempo que passar!
Um dia sei que vamos nos reencontrar e tenho certeza de que você estará tentando saquear alguma lata de lixo!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Game over

Tem coisas que não deveriam sair do íntimo do "@globo.com - @globo.com", mas um dos lados do "@globo.com" não consegue não postar isso aqui.
Primeira música que não é do Cazuza ou do Leoni e que diz tanto quanto queríamos dizer. Uma pena. Talvez preferissemos que não fosse tão verdadeira. Nada contra a música, é claro. Mas tudo contra os acontecimentos.
Djavan, se um dia encontrar a resposta dessa música, por favor, me diga qual é! Se é que isso pede uma resposta.

Como em um jogo de video-game. Não há mais "sementinhas" ou "estrelinhas". O tempo esgotou. As "vidas" também". Não havia memory-card. Game over.

Me diga já o que foi que aconteceu
Você e eu era tão bom
Lembro-me bem
quando a gente se encantou
você trazia nos olhos
a lã do primeiro amor
Peguei na mão
Da vida eu nada mais queria
naqueles dias imaculados
E num abraço quis roubar um beijo seu
mas você deu
foi algo... indescritível
por mais que podia
me arrebatou
Mas nesse beijo só tinha alegria
faltava dor
Você foi para um lado e eu pro outro
aí desandou

[desandou - Djavan]