Ainda não acredito e apenas aceitei porque a revolta só faria mal pra ela.
Já nos confundiram como irmãs, inclusive em seu velório, e hoje percebo que as semelhanças físicas eram mínimas, talvez os olhos puxados sejam a maior semelhança física... mas tínhamos os mesmos gostos; as mesmas manias; os mesmos surtos; dramatizávamos, ríamos e nos irritávamos pelas mesmas coisas. A mesma paixão musical e por animais. Ela, uma leonina teimosa, e eu, uma ariana tão teimosa quanto.

E foram tantas aventuras... algumas pelo interior, outras na capital, sempre uma mais divertida que a outra, Fabi sempre fazendo coisas inimagináveis, mas extremamente divertidas.
É estranho falar da Fabi no passado, é estranho não vê-la on line, é estranho não receber um torpedo dizendo que tô atrasada quando não ficava on line às 8h... é estranho não ter a Fabi.
Nada do que eu disser, será suficiente para expressar o quanto ela foi, é e sempre será importante pra mim, talvez por isso, eu nunca vá cansar de repetir sobre essa importância.
A morte de alguém tão próximo nos faz pensar sobre muitas coisas, algumas vezes causa arrependimento por palavras não ditas e atitudes que ficaram só no pensamento. Mas não é o caso, sempre disse o quanto ela era importante e só não fui mais próxima porque a distância física me impediu. É muito fácil após a morte dizer o quanto amava a pessoa, difícil é provar. Tenho visto vários exemplos disto, mas não vou citar porque esse post é dela, só dela.
Os pais perderam uma filha, Bruna perdeu a irmã, Zé Luiz perdeu a namorada e companheira, o pessoal da Cães & Gatos perdeu uma colega de trabalho e amiga, o jornalismo perdeu um talento, os animais perderam uma protetora, eu e tantos outros perdemos uma amiga, mas sobretudo, o mundo perdeu boa parte de seu brilho.
PS: O último post de seu blog é sobre o meu aniversário... isso me deixa completamente sem palavras.
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