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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

eu sei que é pra sempre!

Um dia qualquer comecei a gostar de Titãs, não lembro quando nem porque. Um dia esses mesmos Titãs me deram amigos incríveis. E um outro dia a vida me tirou fisicamente uma dessas amigas.
Ainda não acredito e apenas aceitei porque a revolta só faria mal pra ela.

Já nos confundiram como irmãs, inclusive em seu velório, e hoje percebo que as semelhanças físicas eram mínimas, talvez os olhos puxados sejam a maior semelhança física... mas tínhamos os mesmos gostos; as mesmas manias; os mesmos surtos; dramatizávamos, ríamos e nos irritávamos pelas mesmas coisas. A mesma paixão musical e por animais. Ela, uma leonina teimosa, e eu, uma ariana tão teimosa quanto.

Sábado, no caminho para Sorocaba e Pilar do Sul, enquanto ouvia, aos prantos, Marcelo Jeneci, fiquei imaginando o quanto seria bom se tudo aquilo fosse mentira e eu simplesmente estivesse indo mais uma vez para Sorocaba para alguma de nossas aventuras musicais pelo interior de SP. Não dava para imaginar chegar em Sorocaba sem encontrá-la na rodoviária super animada e fazendo mil planos.
E foram tantas aventuras... algumas pelo interior, outras na capital, sempre uma mais divertida que a outra, Fabi sempre fazendo coisas inimagináveis, mas extremamente divertidas.

É estranho falar da Fabi no passado, é estranho não vê-la on line, é estranho não receber um torpedo dizendo que tô atrasada quando não ficava on line às 8h... é estranho não ter a Fabi.

Nada do que eu disser, será suficiente para expressar o quanto ela foi, é e sempre será importante pra mim, talvez por isso, eu nunca vá cansar de repetir sobre essa importância.

A morte de alguém tão próximo nos faz pensar sobre muitas coisas, algumas vezes causa arrependimento por palavras não ditas e atitudes que ficaram só no pensamento. Mas não é o caso, sempre disse o quanto ela era importante e só não fui mais próxima porque a distância física me impediu. É muito fácil após a morte dizer o quanto amava a pessoa, difícil é provar. Tenho visto vários exemplos disto, mas não vou citar porque esse post é dela, só dela.

Os pais perderam uma filha, Bruna perdeu a irmã, Zé Luiz perdeu a namorada e companheira, o pessoal da Cães & Gatos perdeu uma colega de trabalho e amiga, o jornalismo perdeu um talento, os animais perderam uma protetora, eu e tantos outros perdemos uma amiga, mas sobretudo, o mundo perdeu boa parte de seu brilho.


PS: O último post de seu blog é sobre o meu aniversário... isso me deixa completamente sem palavras.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Hoje: dia do palhaço da Regiane!

Muitas coisas eu poderia falar sobre a aniversariante de hoje. Poderia até contar mil e tantos momentos que passei com a menina que sonha morar no vão livre do MASP e procura interruptores dentro de gavetas.
Nós já fomos obrigadas a entrar em um ônibus, fomos confundidas na saída de um casamento (de outra querida) com as filhas do Luizinho (eu também não sei quem é o Luizinho, nem pergunte), escondemos guloseimas de crianças famintas a caminho do RJ, gravamos um clip dos Titãs (e apesar do meu pedido p/ que não vissem, eles viram), nos perdemos (quase) dentro de um cemitério, demos mil voltas na Praça da Sé tentando achar a saída, cogitamos sair gritando "fogo" com as mãos para cima no meio da rua, caçamos vacas em São Paulo, invadirmos mesas VIPs, saímos embasbacadas de um show da G80 a ponto de sentarmos na frente da casa de show sem saber como sair dali, pegamos ônibus errados por centenas de milhares de vezes, (quase) tentamos atirar uma criança de um ônibus na Dutra e quase perdemos um show do Ultraje para fotografar a decoração de Natal da Paulista.
E se é para citar momentos, eu não poderia, jamais, deixar de citar alguns como o em que joguei confetes nela em plena loja Americanas e sai correndo pela rua Direita (centro/SP) rindo e ela atrás de mim tentando disfarçar os confetes na cara; ou então quando pedi carona para o motorista de uma ambulância; e menos ainda quando sai correndo atrás do Geraldo Alckmin na Bienal do Livro e a laguei, literalmente, falando sozinha... ah e nessa mesma Bienal a convenci a ir comigo falar com o palhaço Espirro, que aliás, a chamou de mão de vaca (e a mim de velha, assumo).
Adoramos fazer nada na Paulista, fotografar, falar mal de pessoas inconvenientes, rir de desesperados e idolatrar o Alckmin.
No amigo secreto titãnico desse ano, entre todas as pessoas que eu poderia tirar (e na maioria das vezes, não costumo ter sorte com essas coisas), quis o destino que ao clicar em "ver quem eu tirei", me deparasse com a foto dela e então, atualizei a página três vezes para ter certeza, tamanha surpresa e alegria.
Uma amizade pode ter vírgulas, em alguns momentos sem sentido, mas nunca um ponto final.

Você tem um toddynho? Desculpa, eu tenho!

Obrigada, Titãs.

PS: Câmbio final, desligo.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Dia do amigo II

Martinho da Vila canta que já teve mulheres de todos os tipos, o meu caso é diferente. Não, eu não vou me declarar uma mulher "vivida" e que já teve homens de todos os tipos, meu caso é diferente, pelo simples motivo de que substituiria "mulheres" por amigos.
Não só já tive, como ainda tenho amigos de todos os tipos. Correção: de quase todos os tipos, pois que eu saiba, não há na lista criminosos, milionários ou políticos.

Rio de Janeiro, Niterói, Fortaleza, Londrina, Sorocaba, Chapecó, Recife, Belo Horizonte, Uberlândia, Porto Alegre, Toronto, Ottawa, São José dos Campos, Guarapari, Limeira, Ourinhos, Pelotas, e claro, São Paulo... eles estão espalhados em vários cantos desse nosso planeta. A distância só aumenta o prazer do reencontro.
Há os tímidos, tão tímidos que me torno desinibida perto deles. Ou os desinibidos, tal qual eu adoraria ser. Aqueles que sorriem para tudo e os sérios.
Aqueles que não precisa muito para sairem do sério e aqueles que nada lhes tira a calma.
Agitados. Esses eu tenho dificuldade de acompanhar o ritmo, admito. Os tranquilos que por vezes me deixam agitada por tamanha calma.
Carentes ou sensíveis. Insensíveis ou diretos. Baladeiros ou falantes. Calados ou caseiros. Preguiçosos como eu.
Aqueles que topam qualquer parada, basta ligar e chamar. Há também os que não ligam, mas gostam de receber ligações, e destes estou começando a ter preguiça, confesso.
Simpáticos, marrentos, pentelhos e elétricos.
Os que amam os animais e se odiá-los não será meu amigo, garanto.
Aqueles que a música me apresentou, mas que hoje vai muito além de uma banda ou um show.
Aqueles que quando conheci, erroneamente, julguei pela primeira impressão e os achei bravos ou metidos (bom, alguns realmente são).
Há aqueles que como eu, não medem palavras e por vezes acabam falando demais, mas não entre nós, pois a sinceridade é uma virtude, só precisamos convencer o resto do mundo disto.
Bonitos e... bonitos. Porque ao meu ver, todos são bonitos.
Divertidos... bem, isso todos eles são.

Feliz dia do amigo.
E obrigada por existirem.


PS: Post feito no masculino. Apesar de sua maioria feminina, há também sua parte masculina.

Dia do amigo

Amigo(s),
Quando você estiver triste, eu vou te deixar bebaço e te ajudar a planejar uma vingança contra o FDP que te deixou assim.
Quando você me olhar com desespero, eu vou enfiar o dedo na sua goela e te fazer pôr pra fora o que estiver te engasgando.
Quando você sorrir, eu vou saber que você finalmente deu uns “pega”.
Quando você sentir medo, eu vou te chamar de boiola e tirar uma da sua cara sempre que tiver chance.
Quando você estiver preocupado, eu vou contar histórias horríveis sobre o quão pior você poderia estar e te mandar parar de choramingar.
Quando você estiver confuso, eu vou explicar pra você com palavras bem simples, porque eu sei o quanto você é burro.
Quando você estiver doente, fique bem longe de mim até se curar. Eu é que não quero pegar o que quer que você tenha.
Quando você cair, eu vou apontar pra você e me cagar de rir do seu desengonço.
Você me pergunta: "Por que?"
Porque você é meu amigo!

[autor desconhecido]

sexta-feira, 26 de março de 2010

Imensamente feliz!

Em agosto do ano passado foi descoberto na minha Dalylla um tumor maligno na bexiga. Depois do choque (dois meses após a perda da Wig) decidimos optar pela quimioterapia por um motivo: o tumor estava obstruindo o canal da uretra e
ela sofria horrores para urinar. O sofrimento foi aumentando e era desesperador vê-la fazendo gotas de puro sangue. Não havia opção, ou fazia o tratamento ou a bexiga iria estourar (literalmente mesmo).
Inicialmente foram previstas pela veterinária oncologista, 8 sessões de quimioterapia por sonda direto na bexiga. Esse método é mais indicado que direto na veia por não causar efeitos colaterais, ao contrário da aplicação na veia.
Foram feitas 7 desse modo e a mais recente direto na veia para forçar ainda mais o tumor.
Durante esse período, foram realizados exames para verificar como estava o tumor e a diminuição era lenta, mas existia e o progresso era notável. Ela fez a 8ª sessão semana passada e hoje fez um ultrasom. Então veio a notícia que tanto esperavamos: o tumor está com menos da metade do tamanho inicial: 0,7cm x 1,4cm, contra os 1,4cm x 2,9cm iniciais. Fará então mais duas sessões na veia para talvez até mesmo a eliminação total.

Deu medo do tratamento não funcionar, deu desespero ao vê-la sofrendo e sem poder fazer nada, deu desanimo quando ela sangrava dias antes de cada sessão de quimioterapia, mas o principal foi a alegria que deu hoje. Isso não tem preço, não tem palavras que possam explicar.

Vi muita gente torcer o nariz. Como assim fazer quimioterapia e gastar tanto dinheiro com uma cachorra? Nunca liguei, essa gente não paga minhas contas, não devo satisfações.
É verdade que o tratamento é realmente muito caro, mas vale cada centavo. É verdade também que poderia não dar certo, nunca houve garantia alguma, mas jamais saberiamos se não tentassemos. Ela esteve tão perto de partir e hoje, ao vê-la jogar seus brinquedos no chão para que eu pegue (sim, é isso) eu não sei explicar o que sinto.

Nesses quase 10 anos de vida, Dalylla só trouxe momentos de alegria, até mesmo quando subia na mesa para devorar um bolo, no final era só risos, afinal era só um bolo.
Quem não se diverte com uma cachorra que quando filhote subia na mesa, roubava balas e as comia deixando os papéis espalhados pela mesa?
Impossível não rir de uma cachorra que mal aprendeu a correr e já treina com a ponta do rolo de papel higienico na boca. Ou pega seus brinquedos mais barulhentos para brincar bem perto quando uma de suas humanas está ao telefone. Ou ainda de uma cachorra apaixonada por deitar sobre controle remoto e celular e sempre muda de canal na melhor parte do programa ou ainda liga para a última chamada realizada/recebida.
E ainda que ela fosse a mais ranzinza das cachorras, chata, resmungona, antipática e tudo o que ela não é, ainda assim ela teria direito a um tratamento digno. Direito a ao menos tentar encontrar uma luz no fim do túnel.

A quem nessa situação optaria pela eutanasia, eu só desejo que tenham um tumor também e que sua família opte por essa mesma eutanasia. Sei que não deveria desejar isso e blá blá blá, mas desejo e admito. Tenho plena consciencia que poderia não ter dado certo, mas nunca seria possível saber com certeza se não tivessemos tentado.

Respeito quem não gosta de animais, é um direito, nunca saberão o prazer de ter um verdadeiro amigo, mas aí já não é problema meu. Porém desejo muito sofrimento a quem os maltrata.

domingo, 20 de dezembro de 2009

O verdadeiro presente, foram os tios que nos deram!

Não lembro os detalhes de como tudo começou.
Soube que, finalmente, os Titãs tinham um site e acessei... passei a deixar recados e então a conversar com uma moça simpática e divertida de Volta Redonda, que parecia conhecer todos.
Soube através dela que os tios fariam um show aqui em São Paulo, porém fechado. Ela me disse que conseguiria ingressos para as meninas de SP, já que ela não poderia vir. As outras meninas de SP eu não conhecia, exceto por nome.
Falei com uma delas no dia do show, combinamos de nos encontrar na Paulista para irmos ao Via Funchal. Fui com um amigo e ele me perguntou se eu já as conhecia, disse que não, o que o deixou preocupado em como nos reconheceríamos... mas não foi nada difícil, aquela que eu havia conversado estava uniformizada. A outra "menina de SP" era mais calada que a primeira, mas gostei de ambas logo de cara. O tempo só mostrou que a primeira impressão estava certíssima e são pessoas incríveis.
Depois desse show, vieram outros e mais outros... muitos outros. Vieram mais pessoas bacanas com o mesmo gosto em comum.

Uma em especial, eu conhecia de nome e em certo momento descobri que ela também gostava do Leoni e do Pedro Mariano, o que de fato nos aproximou. Um tempo depois descobrimos que somos gêmeas separadas no nascimento.
Surgiu também uma outra, que eu achava ser uma carioca marrenta e folgada. Descobri que realmente ela é carioca, marrenta e folgada, mas uma pessoa maravilhosa, e para completar apaixonada por animais.
Falando em apaixonada por animais, há mais uma, de Sorocaba. Dá entrevistas para o CQC e ganha autógrafo do Danilo Gentili. Ela é chique, dá licença?!
A turma é grande... tem uma cearense fofa que eu não lembro bem como começamos a conversar, mas lembro dos dias maravilhosos que ela passou em Sampa e fizemos muito turismo pela minha cidade que tanto amo.
Há também uma mineira querida que eu sempre via deixar recados no titas.net, começamos a nos falar por ICQ (velho é seu passado!), mas infelizmente o encontro físico ainda não aconteceu.
E há outra mineira querida, que por culpa das más línguas, demorei a ter contato. Infelizmente, como em todo "grupo", há fofocas e boatos, e isso nos fez perder muito tempo de amizade, mas estamos recuperando. Além de escrever maravilhosamente bem, é divertida e uma ótima guia turística, com direito a mapas com bolinhas coloridas e tudo mais.
Tenho um irmão carioca tricolor que é um querido! Sempre de bom humor! É um ótimo guia turístico, corre para não deixar ninguém perder o ônibus, mas diminui a velocidade ao passar pelo Fluminense, nem ligo... me importaria se fosse pelo Flamengo.
Comecei a perceber uma menina simpática que passou a ser presença constante nos shows dos tios, descobri que era do Sul, nunca tinha conversado com ela, mas sentia vontade. Nos conhecemos virtualmente e o encontro físico ficou para a estreia do documentário dos tios (sempre eles!) em Sampa.
Em época de twitter, passei a notar uma presença divertida na página de outros titãnicos... eis que ela me adicionou e passamos a conversar. Adorei. Todos temos defeito, é claro, e com ela não seria diferente... é flamenguista.

Esse ano alguém deu a ideia de fazermos a tão conhecida brincadeira de final de ano, o amigo secreto. Admito que não sou fã da brincadeira, mas curti e logo fomos convidando os demais. Até então éramos a paulistana uniformizada, a cearense, as duas apaixonadas por animais, a catarinense e eu. Não foram precisos muitos e-mails para a lista de participantes aumentar bastante, surgiram pessoas maravilhosas que eu apenas conhecia de nome e através da brincadeira tivemos a oportunidade de deixar de nos conhecermos só de nome. Uma capixaba, duas pernambucanas, três paranaenses e uma gaúcha. Todas divertidas, de cara foi possível perceber o quanto toda a brincadeira seria divertida e que a amizade seria além da troca de presentes. Logo estávamos ansiosas pelo sorteio e em seguida para saber quem nos tirou.

Veio o sorteio e de cara fiquei feliz com minha amiga secreta, era nova para mim, mas uma querida.
O intervalo entre o sorteio e as revelações foi divertido e repleto de troca de recados anônimos. Me diverti bastante e logo comecei a tentar descobrir quem tirou quem. Só acertei duas. Quer dizer, três, porque desconfiei que uma carioca divertida havia me tirado e acertei na mosca. É verdade que cheguei a ficar em dúvida com uma outra carioca, mas quando o presente que ela enviou chegou para a coelhinha mineira, tive certeza que estava certa, até porque, com os atrasos das entregas por parte da Saraiva e Americanas, restavam poucas opções para que eu desconfiasse.

É fato que preferia ter recebido o presente pessoalmente, mas como a minha viagem para o Rio em (de) janeiro miou, a Saraiva teve que fazer a parte dela. É fato também que minha mãe quase recusou o presente por ter vindo em nome da minha amiga (ex) secreta, por sorte eu estava no celular com ela e gritei em tempo dela aceitar o que havia recusado e a entregadora da Saraiva achar que ela era maluca.

O importante é dizer que a brincadeira foi super divertida, adorei interagir com os velhos amigos e conhecer as novas.
Que venham outras brincadeiras, outros shows e muita diversão.

Meninas e menino, adoro todos vocês!